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5 de setembro: Dia da Amazônia

5 de setembro: Dia da Amazônia
5 de setembro: Dia da Amazônia
Comemorada no dia 5 de setembro, a Amazônia é um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade e a maior reserva natural do planeta. Com sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas, o bioma é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos.
Apesar de sua incalculável importância ambiental para o planeta, – como o habitat de inúmeras espécies animais, vegetais e arbóreas, e como fonte de matérias-primas alimentares, florestais, medicinais e minerais -, a Amazônia tem sido constantemente ameaçada por inúmeras atividades predatórias, entre elas a extração de madeira, a mineração, as obras de infraestrutura e a conversão da floresta em áreas para pasto e agricultura.


O que é Biodiversidade?
Essa palavra é a junção de diversidade+biológica, ou seja, biodiversidade trata sobre a variedade de formas de vida em um local, variedade de espécies de animais, plantas, micro-organismos e etc. Sua importância é simples: quanto mais biodiverso um local, mais saudável ele é. Além disso, apresentar flexibilidade aumenta as chances de vida caso haja mudanças climáticas, desastres ambientais, entre outros.

A Amazônia é realmente o pulmão do mundo?
Ao longo dos anos essa expressão foi propagada e proliferada enquanto que, na verdade… está errada. A Floresta Amazônica tem sim grande importância para o Brasil e mundo (veremos adiante), mas é necessário que informações falsas sejam desmentidas. 

A verdade é que a floresta realmente produz muito oxigênio no processo de fotossíntese, mas ela mesma consome quase todo esse oxigênio para a própria manutenção. Já os fitoplânctons (conjunto de algas microscópicas marinhas), realmente produzem mais de 50% do oxigênio mundial, e podem levar o titulo de pulmão do mundo. Entretanto, esse fato não desmerece o papel que a Amazônia tem em escala global. 

A Floresta Amazônica e suas importâncias:
Apesar da liberação de oxigênio da floresta ser usada por ela mesma, a fotossíntese utiliza gás carbônico/dióxido de carbono (CO2) – que é um dos gases do efeito estufa e seu excesso contribui para o aquecimento global- e o resultado é que a Amazônia retém grande parte do CO2. E sim, durante a decomposição de árvores mortas, há liberação de CO2 para a atmosfera, mas nem se compara a quanto ela absorve de dióxido de carbono durante a fotossíntese.

Além disso, também ocorre – em grande escala – um processo importantíssimo chamado evapotranspiração (evaporação da água pela superfície do solo transpiração das plantas), e ele funciona assim:

A evaporação envolve a água de superfície (como rios, lagos, etc) ou a superfície úmida dos solos. É um evento físico que consiste na mudança de fases, a água líquida passa para o estado gasoso e depende de fatores como energia luminosa, temperatura, vento, entre outros. A transpiração acontece por meio da absorção de água pelas raízes e um fluxo contínuo dessa água e nutrientes dentro do xilema (tecido condutor das plantas, conduz a seiva bruta: água e sais minerais). Por fim, o excedente de água é expelido pela epiderme da planta, que contém pequenas aberturas chamados de estômatos. Eles são capazes de abrir e fechar, permitindo assim, além da troca de gases com o ambiente, a saída de vapor d’água. 

A importância desse processo é simples: tem grande influência no regime de chuvas da América do Sul, porque essas gotículas d’água liberadas pela evapotranspiração são tantas que formam os conhecidos rios voadores, que além de caírem em forma de chuva, umidificam a atmosfera (até mesmo em escala global). 

Conclusão: A Amazônia tem relação direta com a regulação climática, ajuda a combater o aquecimento global e abrange uma das maiores biodiversidades do mundo. 

As consequências das queimadas:
Quando a floresta é queimada, todo dióxido de carbono (CO2) retido por ela acaba sendo liberado, e onde existia vegetação, substitui-se por pastagens para criação de gado (normalmente é o objetivo das queimadas). Isso agrava mais ainda a situação, porque o metabolismo do gado produz metano, que é um dos gases do efeito estufa. A redução da área verde também causa um desequilíbrio climático, diminuindo o regime de chuvas e a umidificação. Além é claro, da diminuição da biodiversidade da fauna e flora. 

As queimadas ocorrem há bastante tempo, definitivamente não é atual, mas o aumento reportado esse ano gerou revoltas não apenas no Brasil, mas em escala mundial.